Um dos veículos da ONG World Central Kitchen após ser atingido por um ataque israelense na Faixa de Gaza, em 1º de abril de 2024. Ahmed Zakot/ Reuters As For...
Um dos veículos da ONG World Central Kitchen após ser atingido por um ataque israelense na Faixa de Gaza, em 1º de abril de 2024. Ahmed Zakot/ Reuters As Forças Armadas israelenses concluíram que o bombardeio a um veículo da ONG World Central Kitchen, em Gaza em 2024, foi uma falha operativa, mas que não há "suspeita de conduta criminosa" por parte dos militares que comandaram o ataque. Em um relatório divulgado nesta quarta-feira (19), as forças israeleneses afirmaram não ver necessidade de abrir, portanto, uma investigação criminal sobre o caso. ➡️ Em 1º de abril de 2024, um carro da World Central Kitchen transportava por Gaza uma carga de alimentos que havia chegado em navio pelo território palestino quando foi alvejada por um míssil israelense. Sete membros morreram. A ONG, criada pelo chef espanhol José Andrés, uma celebridade nos Estados Unidos, havia avisado Israel que faria o trajeto. "Após a revisão de todas as conclusões da avaliação factual, determinou-se que, apesar das graves falhas no processo que levou à avaliação de que agentes do Hamas estavam viajando nos veículos, as decisões dos comandantes não suscitaram suspeita razoável de conduta criminosa", diz o relatório. No documento, as forças israelenses alegam que militares confundiram seguranças particulares contratados pela ONG para proteger o comboio com terroristas do Hamas. Na ocasião, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reconheceu que o ataque partiu do Exército israelense, e o porta-voz do Exército israelense prometeu transparência na investigação do caso. Também à época, o chef de cozinha José Andrés, cirador da ONG, afirmou que o ataque foi "sistemático" — Andrés já foi condecorado pelo ex-presidente dos EUA Barack Obama com uma medalha de serviços humanitários do governo norte-americano. Segundo a World Central Kitchen, entre os mortos havia um cidadão do Reino Unido, um da Austrália, dois dos Estados Unidos, um do Canadá e um da Polônia, além de um palestino. A avaliação está em um comunicado que Israel divulgou nesta quarta com a conclusão de análises sobre 150 incidentes envolvendo a conduta das tropas israelenses na Faixa de Gaza. Desses, Israel disse que investigará cinco casos. Ataque israelense destrói carro e mata 7 trabalhadores humanitários em Gaza Agora no g1